terça-feira, 25 de maio de 2010

Vida uma ova...

Matar ou morrer? eis a questão...
quem espera sobreviver de solidão e desilusão?
quando as veias saltam de sua pele,
a cor foge de seu rosto,
as lágrimas irrigam seus áridos sentimentos
e a mente se entrega ao desespero...
Qual a solução?

Matar a causa dos seus problemas?
Mas isso também seria matar um pedaço de si.
Matar a si mesmo?
Fugir não é a solução.
Desistir? Fora de cogitação.
Mesmo quando fugir e se esconder
é a única coisa que se quer fazer.

O que fazer então?
Coloque todo o seu desespero em uma caixa
e tranque com anti-depressivos.
Solução imediata e covarde
pra quem ñ tem coragem de seguir...
Pra quem prefere não sentir,
pra quem implora por fugir,
dessa esfacelada realidade,
que os otimistas julgam chamar de vida.
Vida uma ova...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Torpe

A morte parece brincar sob a superfície de vis e turvas palavras.
Um desencontro, um engano, a intolerância.
Parvos motivos, atitudes equivocadas,
que incendeiam a fúria e nublam a razão.

Um momento. E uma vida se perdeu.
Por parvos motivos e turvas palavras,
que se desencontram enganados pela intolerância.

Um olhar basta, parva intolerância de mentes nubladas.
Motivo? Nada. Razão? Cala
Guiados pelo furor desgovernado,
em que a mente de alguns homens charfunda.
Desespero, impaciência, ignorância,
traz a morte da chama da existência.

Vidas que se extinguem como a chama de uma vela.
Sopros equivocados por pessoas parvas.
Quem sopra, turva sua alma,
quem apaga, se perde da vida.